quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

MENTE A TUA MENTE?

Vagamente
Vaga a mente
Do amor premente
Agora ausente
De quem só mente
Estando somente
Isolado sente ausente
Quem se fez presente
Sente a falta latente
Desse amor ardente
Que teme sentir o sabor
Por temer a dor
De tanto ardor
Desse ardente amor
Que queima perenemente
E a si mesmo mente
Assim constantemente
Se negando as lembranças
Que vem a noite em nuanças
E o coração em esperanças
Se alegra como as crianças
Em festins e tantas danças
Mas a mente entremente
Insiste e a si mesmo mente
Recusando receber o amor
Entregue sem temor
Por outrem que te dá valor
Que longe sofre tanta dor
E tu te divertes a sorrir
O sorriso que o faz resistir
E ser feliz ao te ver sorrir
Mas que morre a se consumir
Ao te ver a outro sorrir
Sabendo que te entregas a outro corpo
Que serves de deposito de dejeto já morto
Do gozo pleno de quem te usa somente
Nas aventuras de tua mente
Que vaga morbidamente
Entre prazeres noturnos
Quando te perdes entre lembranças na solidão
Te negando a assumir essa paixão
Fazendo sofrer quem te dá o coração
Que te adora e te tem devoção
Mas te negas e foges a razão
Te perdes em louca ilusão
Tentando aplacar essa paixão
Que te povoa a mente
E mais uma vez a si mente
Recusa tão somente
O amor e dele o valor
Sem querer sentir o sabor
Esquecendo tanto fervor
Que te deu tanto vigor
Que te fez esquecer a dor
E assim vaga tua mente
Vagamente
Perdidamente
Solitariamente
Desprezadamente
Por quem te mente
E só quer ter prazer somente... (Elgitano/Paulogaliat)