quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A PATATIVA E O ROUXINOL!

Conta-se no sertão uma historia de amor
De encanto magia tristeza e muita dor...
No alto de uma arvore se avista um solitário rouxinol
Cantando seu canto de lamento sofredor,
Dizem que clama por sua amada uma linda patativa
Que o abandonou encantada pelo beija flor...
Antes ela sofria na casa do João de barro cativa,
Amava e o admirava mas ele a mandou embora
Pois sentia chegar a velhice e não a queria agora...
Triste e chorosa se sentia a patativa a cantar
E então apareceu o rouxinol que a veio consolar,
Por tempos se amaram e cantavam sua alegria
Mas um dia a patativa ficou doente e dele se afastou
Desesperado queria o rouxinol junto dela ficar
Mas os parentes da patativa o forçaram a se afastar...
O rouxinol vivia a cantar de longe para alegra-la
Ela no entanto não lhe respondia e mais distante ficou,
Então o rouxinol sempre lhe levava flores pelo bico
Depositava próximo a sua morada mas de nada adiantava...
Quando ela se curou saiu a voar para outras bandas
O rouxinol tentou se reaproximar mas ela o rejeitava,
Queria lhe falar de seu amor do quanto a desejava
E ela indiferente aos seus apelos foi para outras paragens.
Um dia ela conheceu de linda plumagem
Um jovem e pomposo beija flor,
Se deixou por ele levar a conhecer nova paisagem
Lhe fez tantas promessas e por fim a fez sentir dor...
De longe ainda sofrendo e alimentando grande amor
Sabia de tudo o rouxinol triste a cantar como trovador...
O colibri foi pra longe deixando a patativa no ninho
A chocar um futuro rebento em plena solidão,
Mas mesmo assim a patativa embora triste no coração
Não quis deixar o rouxinol estar a seu lado com toda paixão...
E hoje quem anda por essas bandas desse sertão
Pode escutar ao longe o canto triste da patativa e do rouxinol,
Que faz chorar de pena qualquer coração!... (Elgitano/Paulogaliat)

terça-feira, 9 de setembro de 2014

AMOR DE PÁSSAROS!

E então tudo começou assim...
Algumas palavras de amizade
Confidencias sem maldade,
Carinhos trocados com sinceridade...
Aos poucos a falta um do outro
E a cada dia sentimentos intensos
A amizade passou a ser mais intima
Cobranças disfarçadas em carinhos
Da falta que se sentia um do outro...
Tudo estava conspirando para um romance
E com os dias foi aumentando essa vontade
Cada demora, cada ausência uma saudade....
E assim a amizade se transformou em amor,
Um ao outro supriu carência e dor
Veio a paixão num fogo intenso e abrasador,
As palavras mais ousadas e revelando desejos
Sonhos de solitários a se quererem entre beijos
A imaginarem cenas envolventes num lampejo...
Se amaram se entregaram e foi tudo um paraíso,
Viveram conviveram planejaram se amaram
Esperaram sonharam e um dia se separaram...
Tantos sonhos compartilhados e visionados
Se foram assim sem mais nem menos destroçados,
Eram lindos os dois sempre unidos e apaixonados...
A interferência de algo inesperado os separou
Um ficou ao outro buscando mas o outro pra longe voou
E assim como dois pássaros em debandada tudo acabou...
De longe um ainda a sonhar continuou e esperou
Apesar da tristeza em si seu amor resguardou...
O outro voou fez seu ninho em outro canto
Destruiu no que ficou a poesia e o encanto
Fez uma nova vida pra si hoje em desencanto...
Bem sabe de seus desenganos que errou se iludindo,
Acreditou em quem confiou e se envergonhou
Não teve coragem de falar ao outro que tanto esperou
Do seu arrependimento nem de consolar seu sofrimento,
Orgulho, soberba, que idiotice a ocultar um sentimento...
Quem ama de fato deseja ao outro apesar da maldade
Muita alegria muito amor e a completa felicidade!
Quem ama ainda tendo esperanças se faz presente
Mesmo que o outro ainda iludido esteja ausente...
Quem ama renasce das cinzas mesmo muito ferido
Pois só consegue ver no outro seu ser mais querido,
Quem ama tem em si a profunda capacidade
De dar e receber sem nada comentar o perdão
Pois guarda em si o amor no fundo do coração...
Quem ama nunca desiste está sempre junto
Embora o outro se tenha esquecido de tudo,
Pois o amor o mais nobre dos sentimentos
Jamais esquece seja o tempo que for os juramentos...
Quem ama seus sentimentos preserva sem falsidade
E dá a mão estendida mesmo que seja só por amizade,
Porque quem ama vai sempre se dar até a eternidade!
E como os pássaros que cantam seu canto apaixonado
Os dois finalmente voltarão a serem enamorados.... (Elgitano/Paulogaliat)

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

AMOR ESTELAR....

Vim de terras distantes
As emoções pulsantes
De poéticos instantes
Onde o mar me banhou
E em minha pele sua marca deixou,
Nas areias da praia andei
Sob o sol ardente me queimei
Entre praias serras e montanhas perambulei
Solitário em minhas andanças chorei
Desejos tantos em meu ser alimentei
Nos verdes campos cansado me deitei
Olhei o céu e mil estrelas contemplei
Quando a noite me veio com seu manto me cobrir
Descobri entre constelações teu rosto a me sorrir
E na plenitude desse momento impar
Senti uma singela gota de ti orvalhar
Era uma de tuas lagrimas a me beijar
Que vi rapidamente em cristal se transformar
Num cristal reluzente e multicor
Revelando que tens em ti muito amor
Um amor que desejo com tanto ardor
Mas me calo diante do teu misterioso silencio
Provocado pela distancia dessa saudade em prenuncio
De que em breve estarás em meus braços
Livre de negros pensamentos sem embaraços
E juntos finalmente causaremos estardalhaços
Entre as galáxias e por todo canto do universo... (Elgitano/Paulogaliat)

terça-feira, 26 de agosto de 2014

DESEJOS NOTURNOS....

Nossa historia é um  fato emblemático
Que de certa forma se torna pragmático
Nesse contexto tão problemático
Que vai acabar se tornando plasmático
 Sonhos que desejamos nesse instante estático
De nossas visões vermos realizados...
São tantas as vontades e planos idealizados
Que não aceitamos a derrota e ficamos ensimesmados
Dentro de nossos anseios e buscamos entre retóricas
Eloquentemente  expor nossas razões já históricas
Entre palavras sublimes ou até entre gritos desesperados
A loucura existente nos seres que são apaixonados...
Torturantes imagens  que vem em noites sombrias e escuras
Atormentar solitários seres de uma maneira soturna
Se envolvendo entre espectros de suas visões de luxuria
Tendo nesse momento sofrido uma dor taciturna
Que lhes invade o ser queimando lhes as entranhas em fúria...
Ah delirantes momentos de misturadas emoções!
Arrebentando como uma bomba os corações
Que aceleram loucamente ao se perderem entre masturbações
Em busca do gozo pleno nessa vontade premente
De se ter o outro ao lado arfando de prazer presente...
De que adiantam canções de amor nesse instante?
De que valem poesias compostas com tanto ardor
Se dentro dessas almas só se sente o desejo do amor
Que é gritado e falado e até cantado nesse sufocado clamor
Onde um dos dois não se importa e nem dá valor?
Mas sente embora negue em si o mesmo ardor!... (Elgitano/Paulogaliat)

domingo, 24 de agosto de 2014

PASSARINHO!....

Passarinho cantando
Voando no alto plainando
Talvez atenção chamando
Passaredo que passa grasnando
Euforia de plumagens encantando
Azul amarelo preto vermelho cinza
Com tanta matiz em rica plumagem
Vem logo cedo fazendo traquinagem
Em seu canto poético cheio de mensagem
Que não se sabe quem enviou ou encomendou
Só se sabe que ao abrir a janela ele alegre cantou
Trazendo em seu canto mensagem de quem tão longe ficou
Saudoso pensando em quem sente saudades e tanto amou
Vai passarinho levar meu lamento em seu canto encantado
Diga ao meu amor que estou longe mas cada vez apaixonado
Que sonho seu sonho de desejo tamanho de estar a seu lado
Fazendo carinhos beijando aloucado seu corpo adorado
Que quero agora selar nossa historia de jeito encantado
Com seu canto de encanto contendo amor e muito cuidado
Pra não magoar e nem machucar meu bem apaixonado
Vai passarinho em formas tantas de cores e nomes diversos
Colibri bem te vi beija flor pardal pica pau coleirinho
Leva seu canto e junto com ele meu amor e meu carinho
Enquanto você voa meu amigo passarinho
Vou andando pelas ruas e por algum caminho
Que me leve de encontro a quem poderei dar o meu ninho
Vou por aí sem destino em passeio
Escutando o passaredo em gorjeio
Harmonioso a me acompanhar
Nesse constante sonhar
Bem te vi quando te vi
Beija flor  quando te beijo em flor
E assim vou te compondo meu verso de amor! (Elgitano/Paulogaliat) 

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

AMOR CIGANO AO LUAR!

Cálida e esplendorosa lua
Que a tudo ilumina nesse instante
Mostra-me te peço suplicante
Aquela distante cigana
Que entre as chamas dançava
A me olhar seduzindo
Seu perfume a cada volta exalava
O cheiro do amor que me inebriava
Entorpecendo meu ser que se excitava
O tom da sua pele contra tua luz
Me causa devaneios e me seduz,
Me rendo aos encantos dessa cigana
E meu sofrido e pobre coração se engalana
Tentando possui - la com toda minha gana
Aprumo na cintura o punhal ajeito o chapéu
E me entrego a dança em dueto e vou ao céu,
Grito “arriba gitana” “olé” e sinto me chicotear seus cabelos
Entre as evoluções da dança que nos incendeia
E tu lua brilhante és nossa testemunha
Pois nos ilumina como uma candeia
Mostrando na relva nossos corpos que se expunham
Dançávamos a musica do amor ardente
Que a cada momento era mais envolvente
E tu lua brilhante tão distante e silente
Nos via assim diante de ti  puros e amantes
Hoje nessa campa de tudo tão distante
Te vejo ainda mais brilhante
A me fazer relembrar daquele instante
Em que meu sofrido coração
Se entregou a essa cigana com paixão!... (Elgitano/Paulogaliat)

FUGINDO DE SI MESMA!...

Fuja! Te distancies de tudo
Te afastes de tuas memórias
Tenta iludir tuas lembranças
Quem sabe entre aventuras
Sofrendo desventuras
Conseguiras tal lenitivo?
Te dopes com beberragens
Faça de tua vida muitas bobagens,
Entrega teu corpo em loucas orgias
Te percas no delírio de fantasias,
Dance a dança dos loucos apaixonados
Deixa cair pelo chão teu corpo cansado
E sinta os cães a te lamberem a sobra do gozo
Que te lambuzou o corpo em noites perdidas...
Fostes  privada de espermas!
Te deixastes ser usada e lambuzada
Desejada e violentada nessa agrura fugidia
De teus sentimentos que te tortura todo dia...
Vai! Te percas entre bares e festins
Peques cada vez mais nessa busca sem fim
Apodreça teu interior entre tantas dores
Causadas por ti e em ti entre falsos amores
Porque de nada adiantará tudo fazeres
Mesmo sentindo e dando prazeres
Porque do que foges não se mata e nem se morre!... (Elgitano/Paulogaliat)

SEU NOME!.....

Já escrevi seu nome nas estrelas
Nas arvores por onde andamos
Nas areias em que pisamos
Das praias em que nos amamos...
Quem olhava os céus seu nome via
Entre estrelas e galáxias reluzia
Na primavera brotando das arvores
Seu nome em flor se fazia de amores
Nas areias das estradas quem pisava lia
Entre a poeira as letras de teu nome
Em versos declarado em poesia,
Em cartazes publiquei em forma de reclame
Seu doce e lindo nome que se destacava como ditame,
Nas praias onde o sol brilha gravado estava seu nome
Que o mar com ciúmes devorou e levou pra longe...
Hoje perdido e de tudo distante perambulando como monge
Procuro entre as procelas desse mar furioso entre brumas
Seu nome que me é tão precioso e perdido está nessas espumas...
Olho para o céu e não vejo mais a reluzir seu lindo nome
Pois vieram os meteoros e o apagaram talvez com inveja,
Nas arvores nada mais restou pois desmataram-nas o homem
A poeira das estradas cobriram os versos que te compus
Enfim hoje não vejo mais seu doce e encantado nome
Mas nesse desespero de busca em todos recantos esqueci
Que em um lugar bem guardado e inviolável seu nome escrevi
 Dentro de mim uma luz brilhante então eu percebi
Vinda desse meu eu transtornado de paixão
Que guardei como tesouro em meu sofrido coração
Seu doce e tão procurado nome! (Elgitano/Paulogaliat)

sábado, 16 de agosto de 2014

BRADO DE AMOR...

Sigo silente minha estrada entre descaminhos
Tentarei não mais buscar teus carinhos,
Me calarei altivo diante do teu descaso
Fecharei as janelas e portas do acaso
Viverei essa amargura de exilado
Trapo velho corroído e abandonado,
Coisa mal usada e de lado largado
Objeto inútil e ser desprezível cheio de pecado.
Acreditei em tantos argumentos
Me iludi na fantasia de juramentos
Planos tantos sonhados e elaborados
Numa harmonia perfeita de enamorados...
Mensagens trocadas intenções declaradas
Olhares inquisidores em noites estreladas
Sorrisos de lascívia e malicia sedutores
Despertando desejos loucos de dúbios sabores
Entrega plena entre delírios de gozos tantos
Onde nessa orgia do prazer éramos os santos
Numa cerimônia celestial de pura sinceridade
Onde não cabia falsidade e maldade,
Onde foram parar esses momentos?
Que hoje na distancia se transformaram em tormentos?
E as juras trocadas porque foram quebradas?
Te amei como eras nada exigi e assim te adorava
Nos afastaram as duvidas e as palavras da eloquência
E também certas influencias por conveniência!
Te quis como te conheci te amei como te vi
Pois me fizestes feliz e então em ti revivi...
Te amo como és; louca, sensata, briguenta ciumenta
Meus sentimentos a cada momento por ti aumentam
Mas mesmo assim minhas palavras se silenciam
Pois farei desse meu silencio meu brado maior
Desse grito sufocado que está cada dia pior...
Subirei ao alto da montanha e de lá gritarei a minha dor
Que repercutira entre os astros e estrelas como um clamor
E chegará a ti através do vento ou no cantar dos pássaros em louvor em cada amanhecer,
Minhas queixas e lamentos dessa dor que me faz sofrer
Dia e noite nessa distancia por te ter tanto amor!.. (Elgitano/Paulogaliat)

domingo, 10 de agosto de 2014

RÉQUIEM PARA AS CRIANÇA DE GAZA!


A brincar estava o menino
Num jardim de seu quintal
Uma pequena flor ele regava
Em sua inocência angelical
Tudo em sua volta ignorava
Era azul essa pequena flor
Entre a terra Arida brotou
Buscava água em uma lata o menino
E regava inocente a linda flor
De repente uma grande explosão
E a lata rolou pelo árido chão
A flor ali intacta entre a fumaça
O menino estirado entre destroços
Da bomba que explodiu nefasta
Arrasando tudo em volta menos a flor
A cálida e linda flor azul a se balançar
Entre a poeira da bomba levantada
Gritos ao longe se ouvia em dor
De um pai que vinha correndo a chorar
Em seu dialeto clamava aos céus
Abraçando do menino parte do corpo
Que estava entre uma massa disforme
Pelo chão esparramado e seu sangue a escorrer
A lata longe estava com pingos de água dentro
Seu pai louco de dor lamentando a sofrer
Reunia do corpo do infante os pedaços
Retirando ainda quente os estilhaços
Da bomba que explodiu e seu filho matou
Mas ainda se via ma parte do corpo que ficou
Seu pequeno rosto lívido e inocente a sorrir
Pois da vida a brincar a flor regar só queria
Quantos meninos ainda morrerão?
Quantas flores nessa terra sobreviverão?
A intolerância dos homens tem feito isso
Matado crianças e causado dores
Tudo por se acharem donos da verdade
Uma verdade que nem sabem ser verdadeira
Pois cada um acredita em sua fé como única
Que fé é essa que mata tanta gente inocente?
Que deuses são esses que sacrificam vidas?
Deus é um só embora usem tantos nomes
Mas se matam por ele pelas leis dos homens
Quando virão outras canções solidarias
Para que terminem as guerras?
Quantas vozes famosas farão novas campanhas?
E o vento a soprar pelo deserto embalando a flor azul
O pai a chorar pelo corpo disforme espalhado
O sangue do menino escorreu pelo chão e a flor molhou
Toda gente viu isso e a dor se expandiu o tempo passou
O homem a guerra continuou e nada até hoje mudou
E da terra seca lavada pelo sangue inocente  a flor azul brotou!  (Elgitano/Paulogaliat)