sábado, 11 de janeiro de 2014

TE QUERENDO ...

Desce o manto da noite
Cobrindo corpos cansados
Em profundo sono relaxante
E tu dormes nesse instante
De mim tão distante...
Estou agora a te imaginar
Assim solta e desejando te tocar,
Sentir tua pele macia a se arrepiar
Ao meu toque e me deliciar
Com teu perfume inebriante
Busco teus lábios com o toque
De meus dedos e sinto nos contornos
A suavidade e o tremor do desejo
De um doce e apaixonado beijo...
Nos beijamos com carinho
Buscando nos toques o caminho
Das delicias que sentimos a cada toque
E nossas mãos nos buscando
Nos descobrindo e sussurrando
Palavras de amor e ardente paixão
Nessa troca gostosa de tesão
Despertando tanta emoção
Que te despertas vibrando
Louca sensação de se entregar
De se sentir acariciar
Todo corpo e retribuir
Em tênue toque e me possuir...
Sinto a maciez de teus seios
De mamilos arrepiados
Gemendo ao serem tocados
Minha mão te percorre ávida
Em sentir teu calor e arrepio
Sinto em mim teu toque ousado
A segurar-me firme o membro
Já intumescido a vibrar de desejo
Minhas mãos a te afagar os cabelos
Te beijando com ardor a boca
Sentindo uma brisa leve a te esvoaçar
Os cabelos por teu corpo nu
Que beijo ardentemente a te arrepiar...
Nossas mãos a nos apertar e sentir o calor
De nossos corpos trêmulos de vontade
De acabar com essa torturante saudade...
Ah delírios que nos perturbam em sonhos
Que nos despertam desejos noturnos
Imaginando um ao outro tão distante
Querendo tão somente nesse instante
Essa fome aplacar com sofreguidão
Dessa noite a solidão!... (Elgitano/Paulogaliat)

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

EL GITANO O ANDARILHO.

Andarilho das noites vazias,
Silenciosas noites de solidão
Perdido e só na vastidão,
Andando pelas ruas do mundo
Pensamentos perdidos em recordações
Cantando suas dores em tristes canções,
Lamentos gritantes do coração
Que guarda tanta emoção...
Segue seu rumo sem direção
Sem  amor sem amparo
Sem nação sem compreensão
Sem jamais perder a razão...
Andarilho de noites vazias
Tem como teto o céu
Como cama os campos,
Como casa o mundo
Como companhia as estrelas
Como amigo o sol,
 A natureza é seu reino
Que embala seus sonhos
Incompreendidos e desprezados
Pelos que desconhecem o valor
De um verdadeiro amor...
Canta andarilho, canta tua dor
Grita esse teu clamor
Em noite de lua cheia
Solta o que te aperreia
Em volta da fogueira
No acampamento
Nas festas de teu povo
Canta... encanta e libera
De teu peito essa dor
Sapateia forte tua dança
Sem perder jamais a esperança..
Andarilho de noites vazias
Tua tristeza se torna em festa
E motivos de encantos tantos
Que se apaixonam os amantes
Quando te escutam num lamento
Rouco lamento de um coração
Transformado em canção
Dos poetas apaixonados
Que em dores inspirados
Fazem os enamorados
Se amarem intensamente...
Andarilho das noites vazias,
Caminhas teu caminhar
Com tanta dor a te sangrar
Esse coração ferido e sem par,
Vai sempre adiante em teu pensar
Distribuindo amor e recebendo dor
Estendo sua mão e oferecendo a flor
Que a todos simboliza o amor... (Elgitano/Paulogaliat)

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

LAGRIMAS DA SOLIDÃO.

E rolaram lagrimas pela face
Morrendo entre lábios ressecados
Do beijo que ainda não foi dado
Se remoendo de desejos e saudades
Na angustia apavorante da solidão
Que toma conta desse corpo tremulo
De frêmitos gritantes das vontades
Que assolam pensamentos de pecados
Deliciantes na promiscua imaginação
De quem vive da esperança de realizar
Seus sonhos de amar quem distante está.
Ah minha doce amada porque longe foi morar?
As lagrimas que verto não são de tristeza,
Mas da falta que sinto ao apreciar tua beleza
Tão distante de mim que sinto a leveza
Do meu ser ao fechar os olhos e pensar
Que posso entre sonhos te buscar
E assim nossos sonhos realizar
E esse vazio de corpos preencher
Num abraço de louco prazer
Fazendo toda essa dor esquecer
Sem pensar no amanhecer...
Viajo em ti minha amada
Quando me vem a madrugada
E te busco em vão nessa querência
Tresloucada da paixão que me devora,
E então ao me ver só a solidão me apavora
E sinto correr na face as lagrimas
Deixando em meus lábios o sabor
Dessa ausência tão amarga do teu ser
Aumentando ainda mais meu querer
De poder te ver nem que seja um instante
Para acalmar esse membro inquietante
Que te grita em silencio através das lagrimas
Que te busca entre sonhos e fantasias
Nas noites insones e constantes
Em que não me vens visitar...(Elgitano/Paulogaliat)

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

FANTASIA E REALIDADE!

Andei pelos caminhos de minha mente
Em busca de respostas que estiveram ausentes
Fui ao mais profundo dos infernos
Me perdi nas ilusões da imaginação
Tentei escalar altos montes nessa busca...
Me envolvi com tantas aventuras
Mas no fundo eram desventuras
Iludi a mim mesmo acreditando
Que novos dias chegariam
Que outros rumos tomariam
Minhas atitudes tresloucadas
No desespero das ideias  entocadas
No meu intimo arraigadas
Da querência de desejos
Que me vinham entre lampejos
Dos sonhos de solitário que sou,
Ah quantos vivenciei e me entreguei
Quantas visões tive na esperança
De que um dia se materializaria
De que quem sabe houvesse uma mudança
Como se fosse nos tempos de criança
Onde a quietude da inocência
Me fazia plainar altos voos
Como um pássaro por sobre o mundo
Sentindo o vento da liberdade
Vindo de encontro a mim nesse revoar,
Quero de novo sentir essa sensação
De plainar por sobre tudo
De saber que meu pouso terá descanso
Na plenitude da entrega real
Onde os sonhos se concretizem de fato
Ah minha querida e amada musa
Andas perdida entre duvidas confusa
Te vejo entre meu sonhos se entregando
Ao prazer incontido de nossos desejos
Nessa louca busca do encontro.
Viajamos entre sonhos imaginários
Juntos em um só corpo por fim
No gozo pleno das delicias amorosas
Sentindo  a força desse embate
Tomar nossos corpos na entrega
Plena de nossas fantasias
Alimentadas entre dígitos
Vez ou outra entre imagens impressas
Na tela de um computador
Nos elevando ao píncaro do sabor
Desejado com tanto ardor
Sentir com intensidade o calor
Que nos locupleta nesse louco amor.
Viagens imagens sonhos
É tudo que nos resta
Na solidão de nossos dias
Na distancia entre fantasias
Nas noites tão vazias
Nos imaginamos e nos tocamos
Nos desejando a cada encontro
E assim sentindo da saudade
Indomável essa vontade
De vencermos num voo a distancia
E nos entregarmos por fim
Deixando o irreal se incorporar no real
E assim deixar de viver da imaginação... (Elgitano/Paulogaliat)

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

EXPLORAÇÃO DE ALMAS!...

Pusilânimes, hipócritas, imbecis
Insensíveis a dor alheia, sádicos
Que ululam uma sociedade soberba
Minoritária que fazem desmandos
Contra os menos favorecidos...
A ignomínia perpetua a favor
Desses monstros devoradores
Que sugam o que pode do povo
Como vampiros que se saciam
Fartamente com sangue inocente...
Pessoas que aparentam sobriedade
Que iludem com falsas promessas
Os incautos que se rendem às balelas
Propostas em nome dos pobres...
A mídia cúmplice desse grupo
Se farta em arrecadação telefônica
De doações destinadas a quem escolhe...
Tantas campanhas, tantas reuniões
Tantas propostas, tantas promessas
Enquanto o povo sofre as mazelas
Da fome e da miséria...
Gente que finge solidariedade
Que se propõe a uma amizade
Que mente até a si mesma
E machuca tantas almas,
Gente que no fim vai ficar só
Por tanta maldade cometida
A justiça divina nunca falha
E aqueles que fazem dos outros
Seu capacho que riem de sofrimentos
E gozam de sabores obtidos pelas dores
Dos outros terá certamente triste fim... (Elgitano/Paulogaliat)

ONDE ESTÁ O NATAL?...


E então todos se solidarizaram
Se abraçaram se amaram
E por fim cearam...
A farta mesa com quitutes
Os sorrisos plenos de satisfação
Momentos de tanta emoção
No rasgar papeis revelando
Os presentes ganhos...
Enquanto isso lá fora perdidos
Estão tantos sem casa, sem família
Sem mesa posta, sem presentes
Sem carinho, sem alegria
Enquanto se pulam de satisfação
Nas casas aquecidas e repletas de sons
Das musicas pra se dançar e se embebedar
Entre talagadas de vinhos e champanhes
Bebidas importadas tantas e nas ruas
Sem água sem refrescos as crianças
Brincam inocentes nas enxurradas
Das chuvas que caem impiedosamente...
Lavando lhes os corpos magros e maltrapilhos,
Saciando-lhes a sede e alegrando lhes
Entre brincadeiras de inocentes sobreviventes...
Enquanto na noite passada uns ceavam e se alegravam
Outros sentiam fome e choravam...
Buscam agora nas latas de lixo
Os restos das ceias que foram desperdiçados,
Uns brinquedos velhos e quebrados,
 Umas roupas rasgadas e surradas...
Sobrevivem dos restos da sociedade
Que inventa campanhas tantas
Em prol das crianças cheias de esperanças,
Faturam bilhões entre ligações com valores
Fazem shows artísticos que barram os pequeninos
Em nome da prole faturam usando entidades
Internacionais que nomeiam celebridades...
E então é natal... (Elgitano/Paulogaliat)

sábado, 21 de dezembro de 2013

PORQUE TE CALASTE?

Porque não se disse a palavra?
Talvez os medos em relampejo
Da consciência reprimida
Te tenha feito recuar oprimida
Por sua própria indecisão...
Te ocultastes entre as sombras
Da vergonha de se dizer o que gritava
Teu mais profundo desejo,
Ah secreto que não te revelas
Diante da querência latente
Que acelera o peito ao imaginar
Em revelar teu desejar no real
Pois que vives das fantasias
No teu imaginar que te cobra
O ínfimo do ser verossímil
Embasado na ideia do pecado
Que cometes em fantasiar teus desejos,
Que em relampejos se manifestam
Na solidão de teus dias que se perdem
Em noites vazias a viajar em naves
Estelares em busca do que se perdeu...
Causticante desejo que avassala teu corpo
Na perdição de teus pensamentos
Que te leva em paragens nebulosas
Onde os astros te olham perplexos
A invejar quem sabe tua  beleza?
Teu físico encanta e seduz
Expandindo tua brilhante luz
Que toma todo o espaço interplanetário
Fazendo do sol uma reles fagulha
Diante da dimensão de teu brilho próprio
Advindo de teus anseios e desejos ocultos
Que agora se expandem no universo estelar...
Sonhas com o irreal desejando que seja real
Porem te refreia os instintos os medos
E te apontam pecados velhos conceitos
Remetendo em tua consciência insegura
Em riste tantos recatos que se tornam dedos
Como tentáculos a te sufocar entre medos...
Que se explodam tais coisas,
Embarques em tua nave e viaje
Pra bem longe em teus pensamentos
A fim de realizar teu intento
Que é te queimares no fogo da paixão
Que te consome na solidão dos momentos
Insone que te perturba entre duvidas
Torturantes de quem é só desejos
Mascarados com falsa moral
De assumir da vida os sabores
Que permeiam num toque sutil
Em teu corpo do imaginar o que viu
Que se perdeu na vontade da palavra
Que te negas falar e assim confessar
Gritante ao mundo no momento a se tocar
Num infindável gozar..”vem que te quero amar e contigo gozar!” (Elgitano/Paulogaliat)